Região Norte
Estados do Norte PARQUES
REGIÃO NORTE
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PARQUE NACIONAL DO
CABO ORANGE
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AP
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Situado no bico do Amapá, voltado para o mar, o Cabo Orange foi transformado em Parque Nacional em 1980. Sua rede hidrográfica é representada por importantes rios que desembocam no Oceano Atlântico, como o rio Caciporé e o rio Uaçá com seus afluentes. Em seus 619 000 ha, abriga ecossistemas terrestres, manguezais (na região mais próxima do mar) e uma faixa marítima a 10 km de largura da costa. A fauna é rica e diversificada em decorrência da variedade de ambientes, constituindo-se no habitat para inúmeras espécies raras ou ameaçadas de extinção. Nas águas do rio, pode-se encontrar o peixe-boi. No mangue, observa-se o guaxinim, além de outras espécies, como peixes e crustáceos, que iniciam seu crescimento, antes de partirem para o mar. O guará (ave de coloração vermelha) também se utiliza do Parque como ponto de apoio em sua migração.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Preservação de Mangue ou manguezal e de campos de planície do Amapá. O mangue ou manguezal tem como fator seletivo da vegetação a salinidade do mar, onde as espécies que ocorrem estão adaptadas às condições do habitat.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto N° 84.913 de 15.07.1980.
ANTECEDENTES LEGAIS
Dados não disponíveis.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Antes da criação do parque já existia uma reserva indígena que o limitava, o que favoreceu a sua proteção.
ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área de 619.000 ha. Está localizado no Território Federal do Amapá, nos municípios de Calçoene e Oiapoque . O acesso é feito através da BR-156, ou por rede fluvial (Rio Caciporé). De Oiapoque (670 Km da capital) por via marítima, é possível chegar a Vila Taperebá que fica na área do Parque.
CLIMA
Quente úmido com 3 meses secos; Tropical, com temperatura média anual de 24 a 26° C.A pluviosidade está entre 1750 e 2000 mm anuais.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
Para visitar esta área é necessário uma autorização expedida pela diretoria do Parque. A melhor época para visitação desta unidade é de agosto a novembro.
RELEVO
O Parque pertence à unidade de relevo Planície Fluvio-Marinha Macapá-Oiapoque, que se constitui de áreas planas, na faixa de terrenos quaternários, formados por sedimentos argilosos, siltosos e arenosos de origem mista, fluvial e marinha.
VEGETAÇÃO
As espécies mais significativas do mangue são a siriúba (Avicenia nitida), o mangue-vermelho (Rhizophora mangue) e o mangue-amarelo (Laguncularia sp.). Já os campos da planície do Amapá têm a cobertura vegetal abundante de gramíneas ciperáceas. São encontrados o buriti (Mauritha flexuosa), mururés (Eichornia sp.), canaranas (Echinoa sp.) e o capim-arroz.
FAUNA
A fauna apresenta-se bastante rica e diversificada, ocorrendo várias espécies de tartaruga, o peixe-boi (Trichechus inunguis), bem como a avifauna,que merece destaque por ser o litoral amapaense o último reduto de várias espécies outrora encontradas em todo o litoral brasileiro, entre elas o guará (Eudocimus ruber) e o flamingo (Phoenicopterus ruber).
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PARQUE NACIONAL DA
AMAZÔNIA
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PA |
Parque Nacional da Amazônia (AM)
Criado em 1974, tem mais de 1 milhão de ha, mais não é o maior da Amazônia, que é o Parque Nacional do Jaú, com 2720 ha. A implantação de uma infraestrutura eficiente para fiscalizar o seu imenso território é uma das dificuldades do Ibama na administração da área. Faltam guarda-parques, equipamentos e transportes adequados para a região.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Preservar vários ecossistemas amazônicos naturais, com a finalidade científica, educativa e recreativa.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto N° 73.683 de 19.02.74 e alterado pelo decreto 90.823 de 18.01.85.
ANTECEDENTES LEGAIS
A criação desta unidade surgiu através do Programa de Integração Nacional iniciado pelo Governo em 1970. Em 1971 uma área de 6 milhões de hectares, designada "Polígono de Altamira", foi desapropriada pelo INCRA. O Grupo de Operações da Amazônia (GOA) propôs que um milhão de hectares do Polígono deveria ser reservado sob a categoria de Parque Nacional.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
A existência de índios em algumas áreas dificultaram a criação de parques e reservas.


ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área de 864.047 ha e perímetro de 701 Km. Está localizado à margem do rio Tapajós e o acesso pode ser feito por via aérea (Belém/Manaus/Itaituba), fluvial e rodoviária( Santarém a Itaituba). A cidade mais próxima à unidade é a de Itaituba que fica a 1.000 Km de distância da capital.
CLIMA
O clima é quente úmido, com 1 a 2 meses secos. A temperatura média anual é de 24 a 26°C, com a máxima de 38 a 40° C e a mínima de 12 a 16 ° C.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS) / ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
A visitação ao local proporciona a visualização de uma grande diversidade de espécies animais e vegetais, sendo o melhor período para visitas os meses de julho a dezembro.
RELEVO
Suavemente ondulado.
VEGETAÇÃO
Há Predominância da Floresta Tropical Úmida, com grande diversidade de espécies e formas, sendo que as maiores árvores possuem a altura média de 50 metros; e, devido a luminosidade, os estratos inferiores apresentam grande número de plantas trepadeiras, musgos, líquens, orquídeas, entre outras.

FAUNA
Rica em espécies, porém, com pequeno número de indivíduos, normalmente de hábitos noturnos. Encontra-se também espécies ameaçadas de extinção como a ariranha, o peixe-boi e o tamanduá-bandeira, além dos répteis e uma notável fauna aquática.



Parque Nacional do Jaú (AM)
Maior Parque Nacional
do país é uma imensidão de verde e água onde caberia, com folga, o
Estado de Israel. Abriga sete tipos de vegetação da Floresta Amazônica, metade
das espécies de répteis, a maior variedade de aves da Amazônia Central e 60% dos
peixes catalogados no Rio Negro. Estão sendo feitas pesquisas por cientistas na
sua área de 23 mil km², que apresentam surpresas como buritizais contínuos ou
uma nova espécie de árvore cuneiforme ainda não catalogada, conhecida
informalmente como "pinheirinho da Amazônia". Os estudos realizados no parque
são organizados por uma ONG, a Fundação Vitória Amazônica, respeitada pelo nível
técnico de suas pesquisas.

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PARQUE NACIONAL DO
ARAGUAIA
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TO
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Cerca de um quarto dos 2 milhões de ha da Ilha do Bananal pertence ao Parque Nacional do Araguaia, no Tocantins, que divide seu enorme território, caracterizado por um alto índice de biodiversidade, com a Terra Indígena Boto Velho, dos índios javaés (carajás). Por estar numa zona de transição, apresenta vários tipos de vegetação comuns ao cerrado e a amazônia. As florestas e as áreas inundadas ocupam 40% da sua área, mas são os campos e as fazendas da região que ficam coma maior parte do Parque. Lá podem ser vistos o cervo-do-pantanal, o veado-campeiro e a tartaruga da amazônia. A reserva abriga 38 espécies de mamíferos, sendo 17 delas ameaçadas, como a onça-pintada, ariranha e o lobo guará. O perigo maior para a fauna silvestre são as constantes queimadas feitas pelos fazendeiros.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Proteger uma amostra do ecossistema de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica e de uma porção da Ilha do Bananal.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto n.º 47.570 de 31.12.1959 e alterado pelos seguintes Decretos: Nº 68.873 de 05.07.1971; n.º 71.879 de 01.03.1973 e n.º 84.844 de 24.06.1980.
ANTECEDENTES LEGAIS
O Parque foi legalizado pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira após 83 anos da sua proposição pelo Eng. André Rebouças. Em 1971, teve sua área reduzida devido ao equacionamento de problemas indígenas.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Os aspectos culturais e históricos da área onde situa o parque nacional confunde-se com a própria cultura e história dos índios que habitam a região, os carajás e os javaés, principalmente.
ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui um área de 557.714 ha. Está localizado no terço norte da Ilha do Bananal, sudoeste do estado do Tocantins, abrangendo parte dos municípios de Pium e Lagoa da Confusão. De Brasília o acesso é feito pela BR-153 (Belém/Brasília) até a cidade de Nova Rosalândia. Daí a pela TO-255 até Cristalândia (aprox. 30 Km), percorrendo-se a partir daí cerca de 113 Km, sendo 55Km por estrada não asfaltada. De palmas, capital do estado, para o Parque, toma-se a TO-080 em direção a Paraíso do Tocantins e em seguida, a BR-153 em direção a Nova Rosalândia, adotando-se o mesmo roteiro descrito anteriormente a partir dessa cidade. As cidades mais próximas são: Pium/TO (120 km da capital), Cristalândia/TO (140 Km da capital), Lagoa da Confusão/TO (190 Km da capital) e Santa Terezinha/MT (600 Km da capital).
CLIMA
A região apresenta clima quente, semi-úmido, com temperatura média anual variando entre 8 e 42 graus. Os meses mais quentes são setembro e outubro, e os mais frios junho e julho. Possui uma precipitação anual de 1.750 mm. O período de chuva vai de novembro a março.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
Acompanhados por funcionários é possível percorrer estradas e caminhos existentes próximos à sede, fazer excursões terrestres e fluviais na porção oeste da unidade, observar e fotografar diferentes ambientes e paisagens, grupos de animais, bem como espécies raras da flora. Nas proximidades do Parque Indígena do Araguaia há excelentes pontos de observação astronômica e ainda pode-se ver o pôr-do-sol e praias fluviais no período de seca.
RELEVO
Constitui-se em extensa planície, formada por sedimentos quaternários, periodicamente inundada pelas cheias dos rios Araguaia e Javaés.
VEGETAÇÃO
O Parque está situado na faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado, predominando os Campos. Apresenta também fisionomias como o Cerradão, Matas Ciliares, Matas de Igapó e Floresta Pluvial Tropical. As espécies representativas são das famílias (Leguminoseae Vochysiaceae) tropical e Bignoniaceae.
FAUNA
No parque a fauna é muito heterogênea, com predominância de espécies ligadas ao meio aquático. O cervo do pantanal, espécie ameaçada de extinção. Possui também uma avifauna rica, não só pela abundância como pela diversidade de espécies.
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PARQUE NACIONAL DO
MONTE
RORAIMA
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RR
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Parte do maciço de Paracaima, que se estende pela Venezuela e Guiana, o Monte Roraima é uma grande mesa contornada por escarpas abruptas e, em parte, desnudas. Diversos rios egarapés, entre os quais o Contigo, formam a rede de drenagem do Parque. Com ampla cobertura de Floresta Amazônica densa, o Parque possui em suas porções mais alta, em torno de 2.500m, plantas que se entrelaçam formando um emaranhado denso e de difícil penetração. De criação relativamente recente, o Parque ainda não completou seu levantamento de fauna, da mesma forma que não dispõe por enquanto de infra-estrutura para a hospedagem e deslocamento de visitantes.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Proteger amostras dos ecossistemas da Serra Pacaraíma, assegurando a preservação de sua flora, fauna e demais recursos naturais, características geológicas, geomorfológicas e cênicas, proporcionando oportunidades controladas para visitação, educação e pesquisa científica.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto n° 97.887 de 28.06.1989.
ANTECEDENTES LEGAIS
A criação do Parque deu-se através do Programa Nossa Natureza, tendo como principais objetivos a proteção dos ecossistemas da Serra do Pacaraíma e a materirização do Ponto Tríplice (Brasil-Venezuela-Guiana) no topo do Monte Roraima e do ponto mais extremo do norte do Brasil , na Serra do Caburaí.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Antes da criação do Parque já existia uma área indígena nas terras ao redor, que denomina-se Ingaricó. O Monte Roraima é considerado pelos indígenas venezuelanos (Pémons) e brasileiros (Ingaricó e Macuxi) como "A Casa de Macunaima"; os Pémons ainda o chamam de "Madre de todas las Águas". O primeiro homem branco a conhecer o Monte Roraima foi o inglês Sir Walter Raleigh que no final do século XVI, estando em busca de tesouros, embrenhou-se pelas Antilhas e cruzou a floresta na região da Guiana. Raleigh teria chegado apenas à base do Monte. Mesmo assim coletou material suficiente para escrever a obra que denominaria Montanha de Cristal. Mais tarde, chegaria lá outro inglês, o botânicao Everard Im Thum. Este sim, subiu ao cume do Morro e deixou relatórios detalhados de sua expedição, que além de serem publicados na National Geografic, inspiraram o escritor Conan Doyle a escrever "O Mundo Perdido", publicado no início deste século.
ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área com 116.000 ha e 300 Km de perímetro. Esta localizado no Estado de Roraima. O acesso é feito através de Boa Vista, pela BR-174, percorrendo-se 212 Km até o Posto Integrado de Controle do Parque em Pacaraima. Deste ponto até Santa Elena de Uairen (Venezuela) por estrada asfaltada. De lá tem-se duas alternativas para se chegar ao Monte Roraima: através de helicóptero (30 a 40 minutos de vôo) ou de carro até Paraitepuy (aproximadamente 2 horas), e a partir daí caminha-se cerca de 22 Km (2 dias) até a base do Morro e mais 10 horas até o seu cume, e em seguida 4 horas até o Ponto Triplo (Brasil,Venezuela e Guiana). A cidade mais próxima é Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, que fica a 212 Km da capital de Roraima.
CLIMA
O clima é quente e úmido com 3 meses secos, tropical, com temperaturas médias anuais de 24 a 26° C, sendo a temperatura máxima absoluta de 38° C e mínima absoluta de 12 a 16° C e com pluviosidade que varia entre 1.500 e 1.750 mm.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
Não está aberta à visitação pública. Neste Parque encontramos um dos pontos culminantes do país, com 2.875 m de altitude e um dos pontos extremos localizados na Serra do Caburaí. Nele temos a contemplação cênica de uma colossal mesa de arenito de cerca de 40 Km2, que dado à ação mecânica da água e do vento apresenta enormes fendas com formações que desafiam a imaginação do homem, sendo a vegetação nela encontrada, formada a cerca de 120 milhões de anos e com uma porcentagem de 50% de endemismo.
RELEVO
Relevo aplainado com recortes de ravinas. O Monte Roraima e as Serras do Parque constituem os testemunhos destes relevos tabulares elevados. Relevos estruturais ocorrem nos seus arredores como a serra do Sol a sudoeste, com 2.400m de altitude. Apresentam bordos escarpados e pedimento ravinados nas encostas.
VEGETAÇÃO
Apresenta Floresta Ombrófila Densa Montana, onde ocorre relativa freqüência das seguintes espécies: Pouteria surinamensis, Ocotea roraimae, Didymopanax sp., Manilkara sp., Qualea schomburgkiana e Jacaratia sp. Na serra do Parimã, observa-se outra fisionomia de porte mais baixo e no Grupo Roraima observou-se a presença de refúgios ecológicos.
FAUNA
Fauna típica da região amazônica, caracterizada pela diversidade de espécies, pela presença de dois ambientes (formações florestais de platô e de montanha) apresentando espécies destas duas áreas.
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PARQUE NACIONAL DO
PICO DA NEBLINA
/
AM
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O pico mais alto do Brasil, com 3014 metros, faz parte do Maciço da Neblina, na Serra do Imeri, perto da fronteira com a Venezuela. As dimensões da serra surpreende na imensa planície, pois se eleva abruptamente no enorme tapete verde da Floresta Amazônica, que está situada apenas a 100 metros acima do nível do mar. Assim, sem platos intermediários, o Pico da Neblina salta da floresta para os seus 3014 metros sem escalas. Erodido pelas águas e pelos ventos, o Pico da Neblina teve o seu contorno pontudo esculpido pelo tempo. Identificado em 1954, de início foi atribuído à Venezuela. Em 1962, um Comissão Demarcadora de Limites conclui que ele estava em território nacional, a 687 metros da fronteira. O Pico da Neblina situa-se na área de 2,2 milhões de hectares do parque nacional do mesmo nome.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Proteger uma amostra representativa do ecossistema amazônico.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto n ° 83.550 de 05.06.1979.
ANTECEDENTES LEGAIS
As propostas de criação da unidade datam de 1908. Em 1978 estudos realizados pela diretoria do Departamento de Parques Nacionais sobre a unidade, constataram a importância do Parque. Requerimento encaminhado ao Presidente do IBDF, seguiu para o Sr. Ministro da Agricultura da época.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Está localizada no habitat da representação indígena mais expressiva do país, hoje abriga uma pequena população dos Yanomami. Neste contexto o IBAMA, junto com a FUNAI tentam adequar condições sócio-culturais com as prioridades do Parque.
ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área de aproximadamente 2.200.000 ha. Está localizado no estado do Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira. Atualmente os transportes fluvial e aéreo são as opções para se chegar até o Parque. O acesso fluvial é feito através do igarapé Itamirim e dos rios Cauaburi e Sá. A cidade mais próxima à unidade é São Gabriel da Cachoeira que fica a 900 Km de distância da capital.
CLIMA
O clima da região apresenta temperaturas anuais médias acima de 25 ° C e umidade relativa superior a 80%. O mês mais frio possui temperaturas acima de 20 ° C e não existe inverno climático, tendo como precipitação anual 3.496 mm.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
O Parque além de contar com uma extraordinária beleza paisagística do conjunto de montanhas e de sua flora, encontra-se neste, o ponto culminante do nosso país, com 3.014 metros de altitude. A época de menor precipitação é de agosto a dezembro.
RELEVO
O relevo da região amazônica comporta-se com domínio de terras baixas equatoriais ou ainda domínio dos tabuleiros e sendo o mesmo bem ondulado com picos e montanhas. Sua maior altitude é o Pico da Neblina com 3.014 m.
VEGETAÇÃO
A cobertura vegetal da área compreende a Floresta Tropical Úmida Densa e Aberta. Esta fisionomia apresenta cobertura uniforme, com árvores de grande porte (25-30m) e ainda apresenta espécies características da parte noroeste: palmeiras, elevado números de cipós, buriti, gomeira-amarela, tamaquete e outras.
FAUNA
Possui a fauna característica da Amazônia. Entre os mamíferos, existem algumas espécies ameaçadas de extinção, como: o macari-preto, o cachorro-do-mato-vinagre e a onça-pintada. Entre a avifauna estão ameaçados o gavião-pega-macaco, o gavião-de-penacho, bem como o galo-da-serra.
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Parque Nacional da
Serra do Divisor / AC
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É um dos mais recentes parques do país, criado em 1989, na fronteira do Acre com a Bolívia, com 605 mil ha, área quatro vezes superior ao município de São Paulo. É formado pelos seguintes blocos de relevo: a Serra de Jaquirana, a Serra de Juruá Mirim e a Serra de Rio Branco. A maioria da área é coberta por uma floresta ombrófila aberta, que tem quase as mesmas características das florestas ombrófilas densas, diferenciadas apenas na paisagem que contém um maior número de palmeiras, cipós e bambus. A inexistência de estudos mais aprofundados na área permite apenas que se façam suposições aproximadas sobre a fauna existente no parque.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Proteger e preservar amostra dos ecossistemas ali existentes, assegurando a preservação de seus recursos naturais e proporcionando oportunidades controladas para uso pelo público, educação e pesquisa científica.
DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
Foi criado pelo Decreto n.º 97.839 de 16.06.1989.
ANTECEDENTES LEGAIS
No final da década de 70 foi realizada uma análise de prioridades para a conservação em resposta às políticas públicas de desenvolvimento estabelecidas no programa POLAMAZÔNIA e no II Plano Nacional de Desenvolvimento. Segundo eles, o objetivo era atingir o desenvolvimento sem deteriorização da qualidade de vida e sem devastar o patrimônio nacional de recursos naturais. Inicia-se então a criação de unidades como parte da política governamental de desenvolvimento. Dentre as unidades criadas está a Serra do Divisor.
ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
No interior do Parque, na margem direita do rio Môa habita a população indígena Nukini. Tem-se registros da existência de fósseis nas margens do rio Juruá, tanto na área do Parque como na margem direita. O nome da unidade originou-se de uma importante característica geomorfológica que existe na área que é o divisor de águas das bacias hidrográficas do Médio Vale do Rio Ucayali (Peru) e a do Alto Vale do Rio Juruá (Acre/Brasil).
ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS
Possui uma área de aproximadamente 846.633 ha. Está localizado no estado do Acre. Da capital Rio Branco a Cruzeiro do Sul, o acesso à unidade é aéreo, com duração de 1h:30mm, atendido pela empresa aérea VARIG, TAVAJ e RICO. De cruzeiro do sul para a unidade, a principal via de acesso é fluvial através do rio Moa, sendo que no período das águas se gasta em torno de 6 horas com utilização de transporte do tipo voadeiras, e no período das secas gasta-se até 4 dias utilizando-se canoas, que é o transporte mais rústico da região. A cidade mais próxima à unidade é Cruzeiro do Sul.
CLIMA
A precipitação anual é da ordem de 2.300 mm, sendo que a temperatura média é superior a 20ºC.
O QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO
O Parque ainda não está aberto à visitação.
RELEVO
A área do Parque é banhada pelo rio Juruá, constituído importante divisor d’água para os rios que formam as bacias do Ucayali e Javari. Nas margens do rio Juruá, ocorrem grandes extensões de interflúvios tabulares.
VEGETAÇÃO
A maior parte da área é coberta de Floresta Tropical Aberta, com duas fisionomias: Aberta de Cipó e Aberta de Palmeira. A Floresta de Cipó caracteriza-se pelo relativo espaçamento entre as árvores, com as seguintes espécies: juá, castanha-de-periquito, taperebá, inharé, entre outros. Já a Floresta de Palmeira apresenta densidade de grupamentos das diversas espécies de Palmeiras. Dentre as inúmeras espécies de palmeiras, predominam: a paxiúba-lisa, patauá, açaí, jaci, murumuru, paxiúba-barriguda, inajá e jarima.
FAUNA
A existência de fauna de diversos ecossistemas é uma realidade, no entanto, não tem sido efetuados estudos para o conhecimento da composição faunística.
Parque Nacional do Pacaás Novos (RO)
O Parque Nacional de Pacaás Novos, que se situa no estado de Rondônia, abrange duas serras, a dos Uopiane e dos Pacaás Novos. O rio Cautario limita o Parque ao sul. Ocorrem no Parque manchas de Florestas Amazônica densa e ainda vastas áreas de cerrado. O Parque também abriga importante patrimônio cultural indígena, representado pelas tribos uru-eu-wau-wau e uru-pa-in. e, embora de difícil acesso, somente por barco, dispõe de alojamento e infra-estrutura para pesquisadores.